Que importa a fadiga!

Que importa a fadiga! Se trabalha na aviação, importar-se-á certamente com a fadiga. As tripulações necessitam de repouso, para serem capazes de voar e todos sabemos que a fadiga pode significar desastre. Mas isso também é verdade em qualquer outro sector, especialmente quando se opera com maquinaria.    

De acordo com a World of Aviation,  o Director Executivo da companhia aérea low-coast europeia Wizz, foi alvo de críticas por parte dos sindicatos por, aparentemente, minimzar a fadiga dos empregados da empresa e afirmar que estes “tinham de fazer um esforço extra”. O artigo manciona também que o Director Executivo da Wizz, Jozsef Varadi, pensa que o facto das tripulações tirarem baixa médica devido a fadiga está a danificar a sua marca.  

A resposta dos pilotos

Segundo o artigo, os pilotos da Wizz responderam à mensagem do Director Executivo através de uma carta do seu Sindicato, a Associação Europeia do Cockpit. O sindicato enviou uma carta às autoridades reguladoras da Segurança europeias, informando-os do que se estava a passar na Wizz e da cultura de segurança da companhia aérea.  

Um problema mundial

Isto não é um problema exclusivo da Wizz, temos visto os distúrbios e o caos em aeroportos por todo o mundo. Aeroportos em todo o mundo têm sofrido grandes distúrbios nos últimos meses. As viagens aéreas subiram significativamente, quase para níveis pré-pandemia, contudo, os níveis de empregados ainda não se encontram a esse nível. Muitos foram despedidos durante a pandemia e há ainda o factor Covid. Sim, porque a Covid ainda cá está e ainda infecta as pessoas. Isso traduz-se em baixas médicas para os infectados e fadiga para os que não estão infectados.   

Uma questão de reputação

O artigo diz que o Director Excutivo da Wizz afirma que a fadiga está a danificar a reputação da companhia aérea. Eu concordo, cancelamentos de voos e atrasos nos aeroportos irão sempre causar problemas e danificar a reputação da companhia aérea. Mas vamos pô-lo em perspectiva, ter um dos aviões da empresa despenhar-se e milhares de pessoas mortas porque uma tripulação extremamente cansada arriscou tudo para ‘fazer um esforço extra” não é propriamente um exemplo de boa reputação para uma companhia aérea. 

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