Sem vacina não voa!

Sem vacina não voa! Esta é uma afirmação bastante controversa hoje em dia. Alguns aceitam-na bem, outros não. Mas vamos pôr todas as políticas e controvésias de lado e vamos ver a razão por trás desta afirmação e a importância da acção. Afinal, todos queremos voltar à liberdade, por isso, talvez tenhamos de fazer um pouco mais para lá chegar.

Pela nossa segurança

Nós vimos o que aconteceu com os cruzeiros, no início da pandemia. Os aviões são diferentes, as suas cabines estão equipadas com poderosos filtros que limpam o ar de poucos em poucos minutos. Isto torna-os mais seguros, mas com a variante delta actualmente a espalhar-se por todo o lado, e dado o seu elevado grau de infecciosidade, não podemos dizer que estamos 100% seguros em lado nenhum.

Estudos revelam que as vacinas são eficazes na prevenção da hospitalização e da morte devido à covid-19. Estudos efectuados no Reino Unido mostram que quer a AstraZeneca, quer a Pfizer são 65% eficazes após 21 dias da primeira dose. Foi também revelado que aqueles que contraiam covid-19 após terem sido vacinados têm também menos probabilidades de a passar aos seus familiares. Portanto, isto significa que se formos vacinados temos menos probabilidads de ficarmos gravemente doentes ou infectar outras pessoas.   

Pela sobrevivência da aviação

Se trabalha no sector da aviação, ou é um amante da aviação como eu, certamente deseja que este sector volte a andar na linha. Para o sector é também uma questão de sobrevivência. Se a vacinação ajuda na prevenção de doença grave e a transmissão desta, então poderá ser mesmo aquela ferramenta que ajudará o sector a voltar a uma vida lucrativa.

Se todos os passageiros  estiverem completamente vacinados e tiverem um teste covid negativo, existem menos probabilidades de alguém ficar infectado dentro de um avião, o que poderá permitir que as companhias aéreas tenham mais capacidade, senão a capacidade completa. Capacidade é um problema, não só para a companhia aérea como para o passageiro. Operar um avião é extremamente dispendioso e se tiverem de limitar o número de passageiros que podem transportar, das duas uma, ou ficam em terra, ou aumentam os preços. Nenhuma compania aérea quer deixar a frota em terra, mas uma capacidade limitada por ser simplesmente inviável, e preços mais altos podem afastar os clientes.Por isso, é compreensível que as companhias aéreas estejam a tomar esta posição acerca da vacinação. É fácil de ver que, para elas, não se trata de um assunto político, mas sim comercial. Uma decisão comercial que lhes permite gerir um negócio lucrativo. 

Pelos passageiros

Em última análise, é para nós todos, os passageiros, que podemos voltar às nossas viagens de férias no estrangeiro e disfrutarmos de um voo excelente e seguro na nossa companhia aérea favorita. Mas não é só isso, é a nossa liberdade e segurança. Portanto, se pusermos de lado a política e a desinformação das redes sociais e nos focarmos na realidade do que se está a passar por todo o mundo, torna-se bastante claro que “sem vacina não voa”, significa sem vacina, não tem liberdade.

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